Seu filho pode chorar, berrar e
resmungar, mas não tem jeito:
a partir do dia 9 de junho, todas as crianças de até 7 anos e
meio
terão de sentar nas cadeirinhas a elas destinadas quando
estiverem
andando de carro.

O motorista que descumprir a resolução
ficará sujeito a multa por infração gravíssima, prevista pelo
Código de Trânsito Brasileiro. Isso significa o pagamento de
191,54 reais, a perda de 7 pontos na carteira de habilitação e
a retenção do automóvel até a instalação do equipamento.
Crianças de até 1 ano devem ser transportadas no
bebê-conforto. Entre 1 e 4 anos, o lugar correto para
acomodá-las é em cadeirinhas com encosto e cinto próprios. Os
assentos de elevação, que utilizam o cinto de segurança do
carro e evitam que ele fique na altura do pescoço da criança,
podem ser usados para as de 4 a 7 anos e meio. Acima dessa
idade ou a partir de 1,45 metro de altura, o uso do cinto de
segurança continua obrigatório, é claro. A regra das
cadeirinhas e assentos de elevação não vale para veículos de
transporte coletivo, como ônibus escolares e táxis. "O uso
correto das cadeiras evita em 70% os acidentes fatais", afirma
Alfredo Peres da Silva, diretor do Departamento Nacional de
Trânsito. Para os pais que já preveem o chororô dos
maiorzinhos, que hoje circulam apenas com o cinto de segurança
no banco de trás, eis o que diz a psicóloga Magdalena Ramos,
de São Paulo. "É uma ótima oportunidade para a criança começar
a entender o que significa obedecer a leis e saber que elas se
aplicam a todos, inclusive à sua família". Há no mercado
noventa modelos de dezenove marcas de cadeirinhas com o selo
do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade
Industrial, o Inmetro. Saiba qual o modelo que melhor se
adequa à sua necessidade.
Cadeirinhas de
segurança
Indicação:
crianças de 1 a 4 anos
Peso e altura médios: nessa faixa de idade, segundo a
Sociedade Brasileira de Pediatria, elas pesam entre 9 e 16
quilos e medem entre 0,75 e 1,04 metro
Instalação: no banco traseiro, de preferência no centro e de frente
para o painel. A criança usa o cinto da cadeirinha, que, por sua vez, é
presa ao cinto do carro
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1. O melhor
custo-benefício |
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Os modelos descritos não estão entre os mais caros e podem ser usados por
crianças de 1 a 7 anos e meio que pesem entre 9 e 36 quilos. Com encosto
removível, a cadeirinha se transforma em assento |
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Fotos divulgação
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Booster
Canguru, da Lenox
Indicação: de 9 a 36 quilos
Características: apoio de cabeça com proteção lateral, três
ajustes de altura e posicionador do cinto de segurança. O tecido e o encosto
são removíveis, para facilitar a limpeza
Preço: 350 reais |
Aurelie and Morgan David de Lossy/Getty Images

É uma pena, mas...
Para não perder de vista o
rostinho maravilhoso, fofo e único dos seus filhotes, a maioria dos pais
brasileiros continua a usar o bebê-conforto na posição contrária à recomendada
pelos especialistas em segurança. Ele deve ser instalado no meio do banco de
trás, com o apoio para a cabeça da criança virado para o vidro traseiro do
carro.
O motivo:
como o bebê ainda não tem firmeza no pescoço para aguentar o tranco de uma
freada súbita, essa posição ajuda a amortecer o baque. "Os riscos de lesões
decorrentes de movimentos de impacto são menores quando a criança já tem
músculos, tendões e ligamentos fortalecidos. E isso só ocorre depois que ela
atinge 1 ano", diz a pediatra Renata Waksman
O que pode acontecer,
caso o equipamento seja instalado de forma errada: quando a criança
fica de frente para o painel, a desaceleração repentina pode provocar o "efeito
chicote" – ou seja, cabeça e tórax são jogados para a frente e para trás
bruscamente. Com isso, a criança corre o perigo de sofrer graves lesões
cranianas, intracranianas e fraturas na coluna cervical
Sim, cabe
mais um
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Steve Hix/Somos Images/Getty
Images/RF
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O que fazer quando o número de crianças com menos de 10 anos excede a capacidade
de lotação do banco traseiro
• Em tal caso, o Conselho
Nacional de Trânsito abre uma exceção: os pais devem escolher a criança de maior
estatura para sentar-se no banco da frente
• Essa criança deve estar com
cinto de segurança ou assento de elevação adequado ao seu peso e altura, como
explica Marcus Romaro, especialista em segurança veicular. Nada de colocá-la no
colo de um adulto carona, portanto
• Se houver airbag frontal, o
banco deverá ser ajustado na última posição de recuo.
"Como a maior parte dos airbags é projetada para proteger adultos, eles podem
ferir uma criança, causando, entre outras lesões, o deslocamento de pescoço",
diz Alessandra Françóia, coordenadora da ONG Criança Segura
Bateu, aposentou
A informação está no
manual das cadeirinhas e afins, mas poucos pais sabem disso: em caso de
acidente, o equipamento deve ser substituído. E isso vale não só para
batidas grandes, como para as pequenas, em que, aparentemente, não houve
dano algum à cadeirinha. A força da batida pode enfraquecer ou danificar os
cintos de segurança e outros dispositivos de proteção, tornando-os menos
eficientes. "Os danos estruturais às vezes são imperceptíveis, mas
potencialmente perigosos", diz Luciana Berlanga, gerente de marketing da
Chicco. Eis por que não é recomendável comprar uma cadeirinha usada. |
Com reportagem de Gabriella Sandoval
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